A "Pequena África" no Rio de Janeiro

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Pequena África - Valongo

"João Maurício Bragança e Milton Guran, com suas fotografias, nos trazem olhares contemporâneos sobre a região do Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, núcleo irradiador da formação da Pequena África na cidade" (...)
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Nos tempos de hoje, a região revelação e guarda marcas, busca e invisíveis, da longa história de presença negra no local, e sedia manifestações das culturas de matriz africana em suas celebrações festivas e religiosas.

O Cais do Valongo, reconhecido como Patrimônio Mundial em 2017, se encontra na enseada em que, desde fins do século dezoito até 1831, passou a ocorrer o desembarque de aproximadamente um milhão de pessoas trazidas escravizadas da África. Em nenhum outro lugar do mundo o tráfico atlântico teve um porto de chegada mais intenso e um complexo escravagista de tamanha montanha erguido em torno dele. No entorno do caixão se desenvolvido o mercado do Valongo, com equipamentos comerciais dedicados à venda de cativos; era onde estava o Lazareto, lugar de cuidado e cura para os que chegavam adoentados e precisavam se restabelecer para serem mercantilizados, e o Cemitério de Pretos Novos, destino final dos que não sobreviviam às consequências da terrível travessia nos porões dos tumbeiros. Por esta história de sofrimento e desumanização.

De onde vem, então, a força e a afirmação que se percebe nessas fotos? Nessa mesma área, muitas fugas ocorriam, redes de apoio entre libertos e escravizados se formavam, os batuques proibidos soavam na escuridão das noites, se chamavam os espíritos dos ancestrais, se reuniam nos zungus para comer, conversar e conspirar. No pós-abolição, moradores e trabalhadores da região, majoritariamente negros, organizaram poderosos sindicatos, se aquilombaram na Pedra do Sal, se rebelaram contra o autoritarismo da Primeira República, se reuniram no jogo da capoeira e para a criação do samba carioca, que dali se espalhou pela cidade e o país. A história dessa população negra não começa nem termina na escravidão. De África trouxeram a ancestralidade que, mesmo transformada, os mantidos e mantém vivos. E hoje, nas quebradas do Valongo, resistem, insistem,

Dois fotógrafos com formação, trajetórias e experiências de vida totalmente distintas, tendo em comum o pertencimento à cidade do Rio de Janeiro e uma forte relação com a região, nos apresentam imagens dessas pessoas, interagindo com o espaço vivo e sensível do qual fazem parte."

Monica Lima - Instituto de História - UFRJ
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A construção de um território negro

O território da Pequena África do Rio de Janeiro engloba uma vasta região que inclui os bairros da Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Praça Onze e Centro. No entanto, é mais fecundo pensá-lo não a partir de definições fixas ou apriorísticas, mas sim pela fluidez das situações e dos indivíduos e grupos que o reivindicam. Trata-se de uma localidade afirmada como um território negro por inúmeras lideranças e agentes culturais que ali trazem à tona memórias de importantes personalidades negras de tempos passados, buscando uma continuidade entre passado e presente.

Um dos locais mais emblemáticos desse território é a Pedra do Sal, reivindicada desde a década de 1980 pelo movimento negro e tombada em 1984 pelo Inepac. Ela evoca a presença de importantes personalidades afro-baiano-cariocas do período pós abolição e primeiras décadas do século XX, como Tia Ciata, Pixinguinha, Donga, João da Baiana, e sua participação fundamental na criação do samba, nas religiões de matriz africana, na capoeira, no trabalho na estiva, dentre outras atividades. Esse modo de vida é hoje performatizado em diversos momentos por indivíduos e grupos, como nas rodas de samba que se realizam semanalmente no sopé da Pedra, nas ações dos remanescentes do Quilombo da Pedra do Sal e no centro cultural de Gracy Mary Moreira, bisneta de Tia Ciata.

O Cemitério dos Pretos Novos, encontrado em 1996, e o Cais do Valongo, escavado em 2011 e reconhecido pela Unesco em 2017 como o local por onde desembarcaram mais de 1 milhão de cativos africanos nas primeiras décadas do século XIX, evidenciam o que talvez tenha sido o maior complexo escravagista da América Latina

Com a difusão internacional dos debates sobre escravização e a criação de museus e memoriais voltados para a reflexão sobre essa temática, sobretudo a partir dos anos 2000, dois sítios arqueológicos ganharam importância no imaginário em torno da Pequena África: o Cemitério dos Pretos Novos, encontrado em 1996, onde teriam sido enterrados em precárias condições os corpos de cerca de 40 mil cativos africanos recém desembarcados, entre fins do século XVIII e início do XIX; e o Cais do Valongo, escavado em 2011 e reconhecido pela Unesco em 2017 como o local por onde desembarcaram mais de 1 milhão de cativos africanos nas primeiras décadas do século XIX. Juntos, eles evidenciam o que talvez tenha sido o maior complexo escravagista da América Latina. Os dois sítios simbolizam tanto o preconceito racial que está na base da sociedade brasileira quanto a ancestralidade negra, suas culturas, religiões e formas de resistência. Em torno deles são realizadas diversas manifestações religiosas e culturais afrodescendentes.

Texto em destaque

Meu encontro

com a pesquisa
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Simone Vassallo

Antropóloga e Professora da UFF

Meu primeiro contato com a região portuária foi em 2010, ainda por conta da pesquisa sobre capoeira que eu realizava então. Conversando com um antigo morador, fui informada que bem do lado de onde estávamos havia um cemitério de escravos. Fiquei tão intrigada que agendei uma visita ao local. Foi assim que conheci o Instituto dos Pretos Novos e as pessoas que o integram, que se dedicam a cuidar do sítio arqueológico Cemitério dos Pretos Novos. Nesse mesmo momento, começava a ser implementado pela prefeitura, na região portuária, o Projeto Porto Maravilha de revitalização urbana, trazendo inúmeras modificações e tensões para os bairros abrangidos. E um dos efeitos não planejados pelos gestores do projeto foi uma intensificação das reivindicações das memórias africanas e afrodescendentes da localidade por parte de inúmeros indivíduos e grupos. Em meio a esse processo, o Cais do Valongo foi desenterrado em 2011 e rapidamente se tornou candidato a patrimônio da humanidade pela Unesco, simbolizando o local por onde mais africanos escravizados desembarcaram em todo o mundo. Foi assim que comecei a acompanhar eventos, festas e reuniões, e a conhecer inúmeros moradores e lideranças locais. Tudo isso para um pesquisador é um prato tão cheio que comecei a analisar todas essas dinâmicas que se entrelaçavam e nunca mais consegui parar...

Currículo
Meu primeiro contato com a região portuária foi em 2010, ainda por conta da pesquisa sobre capoeira que eu realizava então. Conversando com um antigo morador, fui informada que bem do lado de onde estávamos havia um cemitério de escravos. Fiquei tão intrigada que agendei uma visita ao local. Foi assim que conheci o Instituto dos Pretos Novos e as pessoas que o integram, que se dedicam a cuidar do sítio arqueológico Cemitério dos Pretos Novos. Nesse mesmo momento, começava a ser implementado pela prefeitura, na região portuária, o Projeto Porto Maravilha de revitalização urbana, trazendo inúmeras modificações e tensões para os bairros abrangidos. E um dos efeitos não planejados pelos gestores do projeto foi uma intensificação das reivindicações das memórias africanas e afrodescendentes da localidade por parte de inúmeros indivíduos e grupos. Em meio a esse processo, o Cais do Valongo foi desenterrado em 2011 e rapidamente se tornou candidato a patrimônio da humanidade pela Unesco, simbolizando o local por onde mais africanos escravizados desembarcaram em todo o mundo. Foi assim que comecei a acompanhar eventos, festas e reuniões, e a conhecer inúmeros moradores e lideranças locais. Tudo isso para um pesquisador é um prato tão cheio que comecei a analisar todas essas dinâmicas que se entrelaçavam e nunca mais consegui parar...
simonepvassallo@gmail.com

Vídeos

Detentores comunicam seus modos de existência

Ao longo da década de 2010, com o projeto de revitalização urbana e o desenterramento do Cais do Valongo que deram ampla visibilidade para a região portuária, foram produzidos diversos vídeos que narram histórias e memórias dos africanos escravizados e da população negra frequentadora da Pequena África no pós abolição. Apresentamos aqui alguns desses vídeos produzidos por lideranças locais e por pesquisadores.  

Cais do Valongo

Vídeo produzido pela Concessionária Porto Novo abordando um pouco da história do Cais do Valongo.
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Vídeo produzido pela TV ALERJ.

Cartografia

Cultural

Como todos os territórios, a Pequena África possui fluídas fronteiras espaciais e temporais. Para além das suas múltiplas leituras e definições, podemos dizer que há um consenso de que ela engloba parte da Cidade Nova, do Centro da Cidade e dos bairros Saúde, Gamboa e Santo Cristo, e abrange um período que vai desde fins do século XVIII até hoje. Alguns de seus principais marcos ainda visíveis são a Pedra do Sal, o Cais do Valongo e o Cemitério dos Pretos Novos.



MAPA DA "PEQUENA ÁFRICA" LOCALIZADA NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

fonte:
Imagem reproduzida da plataforma Google Earth.

Legendas

A = Local onde estima-se ter sido o Lazareto, para onde eram levados os cativos africanos recém desembarcados que estavam doentes.

B = Sítio Arqueológico Cemitério dos Pretos Novos e Instituto dos Pretos Novos, onde se encontram as ossadas de cerca de 40 mil cativos africanos enterrados entre fins do século XVIII e início do XIX.

C = Sítio Arqueológico Cais do Valongo, por onde estima-se que desembarcaram cerca de 1 milhão de cativos africanos nas primeiras décadas do século XIX.

D = Largo dos Estivadores: local que em fins do século XVIII e início do XIX abrigou o mercado de escravos do Valongo, considerado o maior das Américas.

E = Pedra do Sal, patrimônio cultural que simboliza a intensa sociabilidade e cultura afro-brasileiras da virada do século XIX para o XX, e que hoje abriga rodas de samba e outras festividades negras.

Calendário

Quando e onde.

A Pequena África possui vários lugares abertos à visitação e eventos festivos fixos e ocasionais que celebram a herança africana de diversas maneiras.

Instituto dos Pretos Novos e Sítio Arqueológico Cemitério dos Pretos Novos

Aberto à visitação de 3ª a 6ª em horário comercial e aos sábados pela manhã. O centro cultural organiza passeios guiados pela região portuária agendados previamente. Realiza frequentes eventos da cultura negra e promove oficinas e cursos sobre história e cultura afro-brasileira. Além do sítio arqueológico e do memorial, também possui uma galeria de artes e uma biblioteca destinada à história e à cultura afro-brasileiras. Visite o site www.pretosnovos.com.br ou pelos telefones (21) 2516-7089; (21) 96465-9983.

Casa da Tia Ciata

Mantido por Gracy Mary Moreira, bisneta de Tia Ciata e filha de Bucy Moreira, o espaço pode ser visitado em alguns dias da semana. A casa promove mensalmente a Roda de Samba da Cabaça, realiza o roteiro Caminhos de Tia Ciata e promove oficinas ligadas à cultura afro-brasileira. No dia 20 de novembro, organiza um cortejo que vai da estátua de Zumbi dos Palmares, na Cidade Nova, até o Cais do Valongo, na Saúde. Visite o site www.tiaciata.org.br ou pelos telefone (21) 96780-1710

Pedra do Sal

Tombada pelo INEPAC em 1984, a Pedra é um local público que pode ser visitado a qualquer momento. As rodas de samba da Pedra do Sal são realizadas às 2as e 6as, das 19h às 22h aproximadamente, no sopé da pedra, ao final da rua Argemiro Bulcão, na Saúde. Ocasionalmente há eventos culturais também aos sábados e em datas importantes para o calendário afro-brasileiro.

Cais do Valongo

Situado em espaço público, na Av. Barão de Tefé, o sítio arqueológico pode ser visitado a qualquer momento. Todo 1º sábado de julho, pela manhã, há uma lavagem do cais realizada pelo povo-de-santo, seguida de um cortejo do Afoxé Filhos de Gandhi. Além disso, é comum haver outras festas e celebrações no local em datas móveis, bem como rodas de capoeira e outros eventos relacionados à cultura afro-brasileira.

Largo da Prainha

Bem próximo à Pedra do Sal, o local possui vários bares e restaurantes com rodas de samba, além de abrigar os ensaios do bloco Escravos da Mauá e bailes charme, feiras de produtos afro-brasileiros, dentre outros, em datas móveis.

Centro Cultural Pequena África

Mantido pelo sambista e radialista Rubem Confete e pela ialorixá Mãe Celina de Xangô, que auxiliou na identificação dos objetos religiosos encontrados nas escavações do Cais do Valongo, o espaço pode ser visitado sob agendamento. Localizado na Rua Camerino, 5 - Centro, Rio de Janeiro - RJ; tefelone para contato: (21) 98750-9968.

Centro Cultural José Bonifácio

A belíssima construção monumental foi uma antiga escola construída ainda durante o Império. Desde a década de 1980 tornou-se o único centro cultural municipal que é inteiramente dedicado à cultura afro-brasileira. No entanto, as sucessivas mudanças de governo e a falta de vontade política deixaram o local praticamente sem acervo e sem eventos culturais. Abriga hoje a sede do MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira – que ainda está em fase de elaboração. Aberto à visitação de 2ª a sábado em horário comercial. Localizado na Rua Pedro Ernesto, 80 - Gamboa, Rio de Janeiro – RJ.

Docas D. Pedro II

Prédio projetado em fins do século XIX pelos negros engenheiros e irmãos André e Antônio Rebouças, mas que foi parcialmente reconstruído devido a um incêndio de grandes proporções. Situado bem em frente ao Cais do Valongo, o prédio ganhou visibilidade com a escavação do sítio arqueológico e passou a ser valorizado pelo fato de ter sido elaborado por engenheiros negros que recusaram a mão de obra escrava para a sua construção. O local abriga a ONG Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, e deverá ser a sede do futuro museu e memorial da diáspora africana, caso venha de fato a ser criado pelo poder público. Não está aberto à visitação, mas sua fachada pode ser observada a partir do Cais do Valongo.

Referências

para pesquisa

Graças à complexidade do seu território, a Pequena África tem despertado muito interesse de diversas áreas da academia. Selecionamos alguns dos trabalhos mais significativos para quem deseja iniciar ou se aprofundar numa pesquisa sobre o tema.

VASSALLO, Simone Pondé.
“O antropólogo como agente e o reconhecimento do Cais do Valongo pela UNESCO”
In: TAMASO, Izabela; GONÇALVES, Renata de Sá; VASSALLO, Simone Pondé (orgs.). A antropologia na esfera pública: patrimônios culturais e museus. Goiânia, Ed. Imprensa Universitária/UFG e ABA Publicações, 2019.
http://www.aba.abant.org.br/administrator/product/files/146_00159932.pdf

 

VASSALLO, Simone Pondé; CACERES, Luz Stella Rodriguez.
Conflitos, verdades e política no Museu da Escravidão e da Liberdade no Rio de Janeiro.
Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 25, n. 53, pg. 47-80, jan/jun 2019. 
http://www.scielo.br/pdf/ha/v25n53/1806-9983-ha-25-53-47.pdf

 

VASSALLO, Simone Pondé.
Entre objetos da ciência e vítimas de um holocausto negro: humanização, agência e tensões classificatórias em torno das ossadas do sítio arqueológico Cemitério dos Pretos Novos.
Interseções, Rio de Janeiro, vol. 20, n. 1, p. 36-66, jun. 2018. 
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/intersecoes/article/viewFile/35858/25625

 

VASSALLO, Simone Pondé; BITTER, Daniel.
A múltipla Pequena África no Rio de Janeiro: perspectivas reflexas de negros e judeus.
Revista Antropolítica, n. 45. Niterói, p. 94-122, 2. Sem. 2018.
http://www.revistas.uff.br/index.php/antropolitica/article/view/663/

VASSALLO, Simone Pondé.
Interventions urbaines et processus de patrimonialisation: la construction d’un territoire noir dans la zone portuaire de Rio de Janeiro (1980-2000).
In: CAPONE, Stefania; MORAIS, Mariana Ramos de (dir.). Afro-patrimoines : culture afro-brésilienne et dynamiques patrimoniales. Les Carnets du Lahic, Paris, n. 11, 2015.
https://www.passeidireto.com/arquivo/18177119/carnet-lahic-11/1




 

 

GUIMARÃES, Roberta Sampaio de.
A utopia da Pequena África: projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos na zona portuária carioca.
Rio de Janeiro, FGV, 2014.

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832017000100423

GUIMARÃES, Roberta Sampaio de.
O patrimônio cultural na gestão dos espaços do Rio de Janeiro.
ESTUDOS HISTÓRICOS , v. 29, p. 149-168, 2016.

http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/58969

GUIMARÃES, Roberta Sampaio de.
Patrimônios e conflitos de um afoxé na reurbanização da região portuária carioca.
Mana (Rio de Janeiro. Online), v. 22, p. 311-340, 2016.

https://www.researchgate.net/publication/312244840_PATRIMONIOS_E_CONFLITOS_DE_UM_AFOXE_NA_REURBANIZACAO_DA_REGIAO_PORTUARIA_CARIOCA

HONORATO, Cláudio de P.
Valongo: o mercado de escravos do Rio de Janeiro, 1758 a 1831.
Dissertação (Mestrado em História)–Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2008.
https://www.historia.uff.br/stricto/teses/Dissert-2008_HONORATO_Claudio_de_Paula-S.pdf

 

PEREIRA, Júlio César M. da S.
À flor da terra: o Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro: Garamond: Iphan, 2007.
http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204431/4101445/livro_cemiterio.pdf

PIO, Leopoldo Guilherme.
Usos e sentidos do Patrimônio Cultural no Projeto Porto Maravilha.
Rio de Janeiro, Ed. Gramma, 1. ed. , 2017. 206p.

https://www.travessa.com.br/usos-e-sentidos-do-patrimonio-cultural-no-projeto-porto-maravilha-1-ed-2017/artigo/7bd59336-0e47-4b84-8e87-5cc51c145de1

 

TAVARES, Reinaldo Bernardes.
O Valongo através de um outro olhar: arqueologia da paisagem do complexo escravista do Rio de Janeiro no século XIX.
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da UFRJ, Rio de Janeiro, 2018.

 

TAVARES, Reinaldo Bernardes.
Cemitério dos Pretos Novos, Rio de Janeiro, século XIX: uma tentativa de delimitação espacial.
Dissertação (Mestrado em Arqueologia)–Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.
https://portomaravilha.com.br/conteudo/estudos/ea2.pdf



ARANTES, Erika Bastos.
O porto negro: cultura e trabalho no Rio de Janeiro dos primeiros anos do século XX.
Dissertação de Mestrado do Departamento de História da Unicamp. Campinas, 2005.
https://www.historia.uff.br/mundosdotrabalhouff/textos/Dissertacao_Erika_Arantes.pdf

 

Cardoso, Elizabeth Dezouzart; Vaz, L. V. ; Albernaz, M.P. ; Aizen, M. ; Pechman, R.M..
História dos bairros: Saúde, Gamboa, Santo Cristo.
Rio de Janeiro, Editora Index, 1987.

 

CHALHOUB, Sidney.
Cidade Febril: cortiços e epidemias na Corte Imperial.
São Paulo, Companhia das Letras, 1996.
https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/rhs/article/view/189

 

DO RIO, João.
A Alma Encantadora das Ruas.
São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204210/4101365/alma_encant_ruas.pdf

 

DO RIO, João.
As Religiões do Rio.
Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1976.
http://bibliotecadigital.puc-campinas.edu.br/services/e-books/Jo%E3o%20do%20Rio-2.pdf

 

LAMARÃO, Sérgio Tadeu de Niemeyer.
Dos Trapiches ao Porto: um estudo sobre a área portuária do Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, 1991.
http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204210/4101392/trapiches_porto.pdf

 

LIMA, Tânia Andrade; SENE, Gláucia M.; SOUZA, Marcos André T. de.
Em busca do Cais do Valongo, Rio de Janeiro, século XIX.
Anais do Museu Paulista. São Paulo, v.24. n.1. p. 299-391. jan.- abr. 2016.
http://www.revistas.usp.br/anaismp/article/view/119850

 

MATTOS, Hebe.; ABREU, Martha; GURAN, Milton. (Org.).
Inventário dos lugares de memória do tráfico atlântico de escravos e da história dos africanos escravizados no Brasil.
Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2014.
http://www.labhoi.uff.br/sites/default/files/inventario_julho_2013.pdf

MOURA, Roberto.
Tia Ciata e a Pequena África no Rio de Janeiro. 
Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, 1995.
https://www.unisalento.it/documents/20152/229631/Tia+Ciata+e+a+Pequena+%C3%81frica+no+Rio.pdf/0ed23dcd-e33e-f71c-1541-f7501b732ebd?version=1.0&download=true

 

SEVCENKO, Nicolau.
A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes.
São Paulo: Brasiliense, 1984.
https://portalconservador.com/livros/Nicolau-Sevcenko-A-Revolta-da-Vacina.pdf

 

SILVA, Eduardo.
Dom Oba II D’África, o Príncipe do Povo: vida, tempo e pensamento de um homem livre de cor.
São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

SOARES, Carlos Eugênio L.
A negregada instituição: os capoeiras no Rio de Janeiro.
Rio de Janeiro: Divisão de Editoração da Secretaria Municipal de Cultura, 1994.
https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/rhs/article/download/79/75/

 

SOARES, Carlos Eugênio Líbano.
Zungú: rumor de muitas vozes.
Rio de Janeiro: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, 1998.

 

SOARES, Carlos Eugênio Líbano.
A Pequena África: um portal do Atlântico.
Rio de Janeiro: Ceap, 2011.

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